Ternura
Retrato hiper-realista a óleo sobre tela.
Uma obra construída entre memória, presença e permanência.
A obra foi desenvolvida a partir de uma paleta limitada e de um estudo intenso de empastamentos sutis, especialmente nas áreas de luz extrema e nos micro relevos da pele.
Grande parte da profundidade cromática surgiu através de veladuras sucessivas com violetas transparentes, filtros quentes de laranja e camadas frias de azul ultramar.
As pinceladas longilíneas e os micro empastos foram utilizados para criar vibração óptica sem perder delicadeza.
Na época, eu ainda estava consolidando minha linguagem técnica, mas esse quadro acabou se tornando uma das obras mais importantes da minha trajetória.
Processo
- Aproximadamente 300–360 horas
- Óleo sobre tela
- Veladuras cromáticas
- Micro empastos
- Paleta limitada
Exposições & Reconhecimentos
- Participação em salões
- Exposição em galeria
- Premiações em arte
- Acervo pessoal do artista
A referência fotográfica deste retrato foi registrada cerca de um ou dois anos antes do falecimento do meu pai.
Pintar essa obra foi, ao mesmo tempo, um estudo técnico profundo e um processo afetivo extremamente significativo para mim.
Meu pai sempre foi meu grande amigo, meu confidente e uma das figuras mais importantes da minha vida. Muitas das coisas que mais tarde me ajudariam a construir meus projetos, minhas aulas e minha visão artística nasceram das conversas que tive com ele ao longo dos anos.
Talvez por isso esse retrato nunca tenha sido apenas um exercício de hiper-realismo.
Cada camada de tinta carregava uma tentativa silenciosa de preservar presença, memória e humanidade através da matéria da pintura. Mesmo anos depois, essa continua sendo uma das obras pelas quais tenho maior carinho dentro do meu acervo.



